Nelson Rolihlahla Mandela Morre uma lenda. - Olho Solitário
Navigation

Nelson Rolihlahla Mandela Morre uma lenda.

Nelson Mandela, Africa, Paz, igualdade racial

Nelson Mandela é sem duvida um exemplo de luta em sua trajetória de vida sofreu preconceito mais ainda assim foi o responsável pela igualdade racial em seu país. deixamos aqui as nossas considerações e respeito ao seu nome e história de vida. 
Nelson Rolihlahla Mandela considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.

Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.

Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos 23 anos ao seguir para a capital Joanesburgo e iniciar atuação política. Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude em luta, acabando como réu em um infame julgamento por traição, foragido da polícia e o prisioneiro mais famoso do mundo, após o qual veio a se tornar o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país em moldes de aceitar uma sociedade multiétnica.

Criticado muitas vezes por ser um pouco egocêntrico e por seu governo ter sido amigo de ditadores que foram simpáticos ao Congresso Nacional Africano (CNA), a figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país, suprimiu todos os aspectos negativos.
Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência. No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".

Ao longo do tempo ocorreu a interiorização sul-africana dos bôeres (descendentes de colonizadores holandeses, franceses e alemães), entrando inevitavelmente em choque com os diversos grupos negros bantos, a quem chamavam de cafre (infiel, em árabe) - povos xhosa, zulus, tswanas, ngunis e sothos, que habitavam a região. A partir de 1795 chegaram os ingleses e passaram a dominar cada vez mais áreas, até que a descoberta de ouro e diamantes os levou ao inevitável choque com os bôeres na disputa pelas riquezas minerais.

No começo do século XX a África do Sul era uma colônia britânica, resultado do Tratado de Vereeniging que pusera fim à Guerra dos Bôeres (1899-1902); nela eram reconhecidos o inglês e o holandês como idiomas oficiais (o africâner só seria reconhecido após 1925) e a metrópole incentivara a imigração de chineses e indianos, marginalizando inda mais a população negra. Em 1906 ocorreu a Rebelião de Bambata, na Província de Natal, com a morte de cerca de 4 mil zulus. Em 1910 foi aprovada a Lei de União, no qual a Colônia do Cabo, Natal, Transvaal e o Estado Livre de Orange compuseram a então chamada União Sul-Africana, na qual os africânderes gozavam relativa autonomia administrativa; os então denominados territórios de Basotolândia (atual Lesoto), Bechuanalândia (atual Botsuana), Suazilândia e Rodésia (atual Zimbábue) permaneceram sob domínio britânico.

Em 1912 foi fundado o Congresso Nacional Africano por nacionalistas negros, movimento formado principalmente por bantos para fazer frente às novas leis segregacionistas; era, contudo, composto pela elite negra (profissionais liberais, religiosos e intelectuais), em bases cristãs e não-revolucionárias.
Recebiam as crianças negras uma educação eurocêntrica, nos moldes da cultura britânica. Sobre isto Mandela declarou que aprendiam "a ser ingleses negros".

Em 1948 a situação política deu uma forte mudança e radicalização, com a ascensão ao poder do Partido Nacional, com o domínio dos africânderes no governo: é institucionalizada a segregação e a subjugação dos não-europeus, no sistema que foi denominado de Apartheid; as pessoas eram separadas por sua raça, num sistema jurídico que excedia em muito as regras adotadas nos estados sulistas dos Estados Unidos, com as leis de Jim Crow.

Em 1963, ano da prisão de Mandela no Julgamento de Rivonia, a África do Sul possuía 17 milhões de habitantes dos quais 20% eram brancos (3.250.000 pessoas), 68,3% negros (11.640.000 pessoas), sendo o restante da população formada por 1.650.000 mestiços e 520.000 asiáticos.


Mandela era um dos treze filhos de Nkosi Mphakanyiswa Gadla Mandela com Nosekeni Fanny, a terceira esposa de seu pai. Na sua casa moravam também muitos outros meninos, e dependentes da família. Seus pais eram analfabetos. Muito influenciaram o jovem Mandela seu primo Alexander Mandela e sua sobrinha, que apesar disto era bem mais velha que ele, Phathiwe Rhanugu, que certamente foram os primeiros de seu clã a se tornarem professores.

Tão popular quanto o regente Jongintaba, seu tio, era o reverendo Matyolo, da Igreja Metodista - no plano espiritual sendo mesmo superior àquele, ambos exercendo fascínio pelo poder e respeito que tinham, não somente entre os próprios negros como também com aos brancos.

Somente mais tarde é que a figura dos chefes tribais foi mesmo questionada por Mandela, como agentes cooptados pelo governo branco. Também os missionários exerciam um papel na dominação, mas Mandela mais tarde registraria que "sempre considerei perigoso subestimar a influência dessas duas instituições sobre o povo, e, por essa razão, pedi repetidamente que tivessem cautela ao lidar com elas."

Seu pai certa feita foi acusado de deixar fugir um boi e, recebendo a citação da justiça dos brancos, recusou-se a comparecer porque somente reconhecia a justiça tribal. Ele era um chefe local e conselheiro do regente. Sobre ele Mandela se recorda que era "orgulhoso e rebelde, com um senso obstinado de justiça que também detecto em mim".

Mandela foi preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, deveria ter aceito um casamento arranjado, em que a noiva ser-lhe-ia indicada sem mesmo conhecê-la. Ele fugiu desse destino e, mais tarde, conjecturou que, se o tivesse aceito, "...hoje seria um chefe muito respeitado, sabe? Teria uma barriga bem grande, muitas vacas e carneiros

Mandela venceu ali, em 1938, um concurso de composição Xhosa, e se emociona quando o poeta e cantor Krune Mqhayi que, vestido com um kaross de leopardo, empunhando zagaias nas mãos, recitou seu poema em que louvava o povo xhosa.

Em fevereiro de 2012 o Banco Central da África do Sul anunciou, numa coletiva de imprensa capitaneada pelo presidente do país Jacob Zuma, e a diretora do Banco Gill Marcus, que a efígie de Mandela irá ilustrar todas as cédulas de Rand. Na data Zuma frisou: "Com este modesto gesto, queremos expressar nossa gratidão (...). Estas notas permitirão que nos recordemos do que conquistamos ao tentar alcançar uma sociedade mais próspera.

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, nesta quinta-feira (5), anunciou o atual presidente, Jacob Zuma. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. Morreu às 20h50, no horário local de Pretória.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/


Share

Lúcio Soares

Gosto de pesquisar sobre variados assuntos e principalmente aqueles que a grande mídia não divulga. Desde o inicio com o Blog Olho Solitário tenho aprendido muito e sei que na busca da verdade não estamos sozinhos.

O que achou? Comente aqui:

0 comentários:

Aqui você é livre para comentar. Obrigado pela visita!