O VAZIO QUE PRECEDEU A CRIAÇÃO - Olho Solitário
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O VAZIO QUE PRECEDEU A CRIAÇÃO

mensagem, criação, reflexão, vida

Por Fátima D'Agostino

Em retrospectiva, o desenvolvimento da vida, até aqui, formava um mosaico de narrativas. Pequenas histórias, fatos narrados de maneira linear, ou não, expressando quem somos para nós mesmos e para interlocutores. Porque acumulamos histórias? Qual a finalidade de armazenar episódios passados?

Costumamos dizer que as nossas experiências nos fizeram chegar até aqui. Armazenamos lembranças, consciente ou inconscientemente, que nos impactaram. O interessante é que memórias de sofrimento, tristeza, perdas, medos, traumas, sempre são em maior quantidade que as de prazer, diversão, alegrias. E o que são essas memórias?

São apenas histórias, não representam absolutamente nada, não deixam nem vestígios após duas gerações, às vezes nem isso. Evaporam pela limitação do tempo de vida que todos temos por aqui e são enterradas por histórias recentes, sucessivamente.

Quando criança sofria por questionamentos que ninguém conseguia me responder. Por exemplo, imaginava que eu não existia, depois não existia minha família, nenhuma pessoa, nenhum animal, nem o planeta, nem as estrelas, nem o universo. Depois, o vazio me causava uma extrema ansiedade porque queria entender o que existia antes desse nada ser tudo que eu podia ver.

Como tudo começou? Não aceitava a resposta de que a luz se fez, mas queria saber quem fez a luz. Escrevo isso para contextualizar o momento que estamos passando aqui no planeta e como isso marcará profundamente milhares de pessoas. Como um vírus, invisível e insignificante, conseguiu mobilizar bilhões de pessoas?

Essa resposta eu não sei dar e nem precisamos saber. Tentar explicar, justificar ou buscar responsáveis nos levará para o mesmo buraco da minha infância.

 Além das questões por trás dos acontecimentos, sem ansiedade por respostas, o momento é um fôlego para conhecer quem somos nós por trás da história que contamos. É um exercício profundo de interiorização, sem as distrações cotidianas e apenas para quem ousar sair do modo espera de soluções e retomada da liberdade de ir e vir.

Escuto pessoas dizendo que não merecem essa quarentena morando com pessoas difíceis. Que estão tentando evoluir, mas o irmão, o pai, o amigo, a irmã, a mulher, o filho, são inconscientes e fazem perder o foco, a paciência, a paz. Será?

São inúmeras as ferramentas para revisitarmos o que fomos antes da pandemia. Será que tentamos entender o que fomos para justificar o que faremos depois? Será que entendemos, realmente, que todas as nossas ações causam reações, em nós mesmos e em todos? Descobrir e não se conscientizar, não muda absolutamente nada, só acrescenta narrativa.

Antes dessa transição planetária, podíamos ir e voltar aqui ou para qualquer outro lugar do universo, com a mesma frequência dimensional da antiga Terra, inúmeras vezes. Imagine quantos registros? Quantas famílias tivemos, quanta raiva, quanto amor e ódio sentimos? Poderíamos passar vidas vasculhando ações passadas. Quarentenas, também.

O que acontece no Planeta hoje, é que podemos acessar essas memórias emocionais e transmutar energias densas acumuladas, sem esforço, sem ajuda terapêutica, apenas pela intenção. O que sentíamos no passado, é o mesmo que, muitos de nós, relutamos em enxergar agora.

Não aceitar que vibramos o que sentimos e atraímos tudo por ondas que chegam nessa mesma frequência, fará com que fiquemos correndo na roda, feito camundongos de laboratório. Tudo bem para quem escolhe girar no mesmo lugar, é sempre opção, não prisão. Só não dá para sair num lugar diferente porque ninguém irá te carregar. Aliás, podemos até carregar alguém, mas esse alguém nunca entenderá porque foi parar naquele lugar e isso irá gerar conflito.

Para mudar a paisagem e os relacionamentos, observe o que escolhe sentir com os estímulos que recebe, momento a momento, pois tudo está se manifestando rapidamente. Sem ansiedade, sem culpa, sem raiva, permita que sua essência expresse tudo o deseja experimentar. Tudo mesmo. A essência precede a nossa chegada aqui, é abundância.

Vivemos até agora como seres mentais forjados na escassez e na rivalidade. Não perpetue a crença de que enquanto não aprendemos, ficamos repetindo a mesma experiência. Pense sobre isso. As pessoas que não percebem o que está acontecendo, continuam pedindo atenção por reforço negativo. Imagine como um jogo de ping-pong, se o outro joga e você não rebate, não tem jogo.

Muitos dizem que é fácil falar, não é você que está no meu lugar. É fácil falar, sim, porque a saída é uma só, mudar a frequência. Nos habituamos no jogo emocional da vítima e do agressor. O máximo que fazemos, muitas vezes, é inverter o papel com as pessoas do nosso convívio.

 Ahh, perdi a paciência... Daí sentimos culpa, raiva, remorso e a sensação de que estamos longe da perfeição. Essas emoções não são reais, estão incrustadas no seu corpo mental e emocional, não é você.

Assim são as frequências que vibramos, reverberam em ondas e recebe quem sintoniza. O milagre não vem do céu, nem na solução mágica de se afastar do que não te faz bem ou de quem atrapalha o caminho. Estamos aqui hoje, limitados para entendimento expandido. Amor é tudo que existe e ninguém consegue explicar, apenas sentir e vibrar.

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Lúcio Soares

Gosto de pesquisar sobre variados assuntos e principalmente aqueles que a grande mídia não divulga. Desde o inicio com o Blog Olho Solitário tenho aprendido muito e sei que na busca da verdade não estamos sozinhos.

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